Na Botmaker, o robô de conversas mira US$ 100 milhões

Na Botmaker, o robô de conversas mira US$ 100 milhões

"Já adicionou o Méqui Zap? Aquele contatinho que nunca te deixa no vácuo e sempre manda oferta boa é o nosso". Pelo WhatssApp, o robô envia os vouchers de promoção do McDonald's por meio de um QR code que pode ser usado pelo cliente quando for ao fast food no Brasil.

Na Argentina, um robô ajuda a prefeitura de Buenos Aires e a Ford a melhorarem o relacionamento com os consumidores. Na fabricante de automóveis, é possível fazer a cotação de um novo carro pelas redes sociais — do WhatsApp às mensagens diretas do Instagram —, e grande parte das conversas no Facebook são resolvidas automaticamente, sem necessidade de um contato humano.

Os robôs de conversa por trás dessas iniciativas foram criados pela Botmaker, uma startup argentina que já faz 30% do faturamento no Brasil, atendendo clientes como Arcos Dorados, Mercado Livre, Americanas e Adidas. A startup cobra em média US$ 0,5 por usuário final (o cliente da conversa).

"Triplicamos em um ano. Estamos falando de um negócio presente em mais de 35 países, com mais de 3,5 mil clientes", comemora Julio Zaguini, um executivo brasileiro que passou nove anos no Google antes de ingressar na Botmaker como sócio-investidor e responsável pelos negócios no Brasil.

Sediada em Buenos Aires, a Botmaker foi fundada em 2016 pelos argentinos Alejandro Zuzenberg, ex-gerente geral do Facebook na América do Sul, e Hernan Liendo, que foi conselheiro do Google na América Latina para clientes de cloud. Alexandre Hohagen, que foi CEO do Google na América Latina, também é fundador e investidor.

Ao contrário do que ocorre em muitas startups, a Botmaker não parece dependente de rodadas frequentes de fundraising. "A companhia é geradora de caixa desde muito tempo, e com níveis de rentabilidade bem agressivos. Somos capazes de financiar nossos planos para 2022 e 2023", diz Zaguini.

Até agora, a Botmaker levantou dinheiro entre os sócios e levantou seed money em 2019, quando atraiu a Valor Capital. "Levantamos um pequeno aporte, mas diria que o grande ativo da Valor Capital é a mentoria. Estamos conseguindo tocar os planos sem precisar adotar outros caminhos", diz Zaguini.

A pretensão da Botmaker é triplicar de faturamento novamente em 2022. Com 150 funcionários, a maior parte na Argentina, a startup vai dobrar o time neste ano e prevê chegar a perto de 600 pessoas em 2023. A expansão ocorre em meio à chegada da startup nos EUA, onde vai começar a oferecer sua tecnologia de bots para americanos de língua espanhola — m contingente significativo. Para tocar o negócio nos Estados Unidos, Zuzenberg se mudou para Miami.

A startup não abre os dados exatos de faturamento, mas Zuzenberg disse recentemente à Forbes Argentina que o negócio já faz algumas dezenas de dólares em faturamento e que está a caminho de atingir os US$ 100 milhões. Para se ter uma ideia do porte, a brasileira Zenvia — que atua em algumas áreas similares e vale US$ 157 milhões na Nasdaq — projeta uma receita de R$ 875 milhões a R$ 925 milhões neste ano.

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