CEO da Botmaker fala sobre a comunicação digital das empresas com os consumidores

A Botmaker, fundada em 2016, nasceu para ajudar empresas a automatizar suas vendas através de chatbots — ou robôs de autoatendimento. O software da startup permite às companhias falar com os clientes por meio de seus principais canais de comunicação de modo automático, enviar notificações, capturar leads, gerenciar campanhas, entre outros serviços. Em 2020, bem no auge da pandemia, a Botmaker conseguiu crescer três vezes mais em relação a 2019 e tem planos de expandir ainda mais em 2021. Hoje, o negócio atende cerca de três mil clientes em 35 países, gerenciando mais de 10 milhões de conversas diariamente em dezenas de idiomas. Foi também na pandemia que a startup teve a iniciativa de desenvolver um robô de atendimento para os cidadãos de Buenos Aires tirarem suas dúvidas sobre a covid-19 e direcionar casos suspeitos aos hospitais da cidade. Neste mês, o CEO Julio Zaguini responder algumas perguntas para o time do Distrito sobre os próximos passsos da startup:

Como foi a chegada da Botmaker no mercado brasileiro? Quais oportunidades enxergaram aqui e como o Brasil se diferencia dos demais países onde a empresa atua?

A Botmaker é uma empresa global de tecnologia focada em criar e ampliar a presença digital dos seus clientes em todos os canais de relacionamento, por meio de uma plataforma conversacional que permite uma gestão completa de comunicação através de mensagens e bots. O Brasil é um mercado foco, dentro da América Latina, na estratégia da Botmaker de implementação de inteligência artificial nas empresas usando bots, sejam elas da indústria, varejo ou serviços. E nós temos tecnologia, escala e time qualificado para isso. Hoje, nossa plataforma permite às empresas se conectarem com o WhatsApp, Instagram, Messenger, assistentes de voz e outras mídias digitais que a empresa possuir. São mais de 20 canais de texto, voz, e-mails, redes sociais e até comunicação direta em anúncios.

No último ano, a Botmaker triplicou o crescimento, impulsionada também pela transformação digital acelerada devido à pandemia. Quais os planos da empresa para este e os próximos anos?

Com a pandemia, tivemos uma aceleração da transformação digital em diversas frentes, e o mercado de bots teve um impacto muito positivo, porque as empresas precisaram digitalizar a comunicação com seus públicos e implementar novas estratégias de conversational commerce. Na prática, isso significa ter uma plataforma conversacional focada, por exemplo, em atendimento e vendas para atender às novas demandas do cliente. O consumidor agora está presente em múltiplos canais – Whatsapp, Facebook e Instagram (Messenger e posts), Twitter, Google, Amazon/Alexa, Workplace, posts, SMS e RCS, site e e-mails, entre outros. Sendo assim, o relacionamento, a venda e outras formas de interação, seja por texto ou por voz, devem acontecer onde o cliente está. Na esteira dessa tendência, a Botmaker cresceu três vezes em 2020 e deve triplicar novamente em 2021. Nosso objetivo é seguir expandindo. Hoje temos atuação global, estamos em mais de 35 países e atendemos mais de 3 mil clientes.

Como a Botmaker se diferencia da concorrência e como atua para otimizar a jornada do cliente e aumentar as vendas de uma empresa?

A Botmaker conta com um motor próprio de inteligência artificial que permite às empresas se conectarem com esses mais de 20 canais digitais para otimizar prospecção, vendas, personalizar o atendimento a clientes e operações internas, independentemente do segmento de atuação, no canal que o cliente escolher. Isso vai em linha com a ideia de que a interação precisa ser cada vez mais multicanal e ao mesmo tempo omnichannel. A digitalização e a automação caminham juntas, e serão essenciais para o crescimento das empresas. Estamos falando de IA e machine learning para diferentes tipos de atendimento e canais, que vão desde o bot por texto e voz, passando pelo live chat e modelos híbridos de atendimento. O uso pode ir muito além, e envolver, por exemplo, a integração de outros serviços, como catálogo de produtos, meios de pagamento, serviços de delivery, CRM, data warehouse e geolocalização. Tudo isso nos mostra que a inteligência artificial já é parte das estratégias de comunicação das marcas com o consumidor. Costumo dizer, inclusive, que empresas que não tiverem uma estratégia de conversational commerce não vão sobreviver nos próximos anos.

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